IB no HELLFEST 2012: Dia 02

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Depois de “um dia selvagem” como o foi o primeiro dia do Hellfest, onde facilmente vimos mais de 10 bandas numa área enorme, sem contar o prá-lá-e-pra-cá entre barracas de rango, pegar breja, voltar pra área de imprensa e postar foto no “feice”, nossos pés acordaram e disseram que não iam levantar cedo. Greve de pé é foda, mas como sou o patrão deles, negociei um bom horário, já que de manhã tinha pouca coisa que nos interessava, mas o Glorior Belli definitivamente era uma delas.

Porra, tocar 11 da manhã vai tocar no cu. O primeiro dia beleza, você tá empolgadão pra caralho, a banda que abre o rolê é uma das que você mais curte hoje em dia, aí justifica… Mas não ia fazer aquilo de novo durante o rolê todo nem fodendo! A merda é que perdemos esse show e o Amenra. Outros que ainda teriam pela manhã era o Gamma Bomb Oranssi Pazuzu, que eu queria pelo menos dar um saco pra ver qual era.

Chegamos e o show do Necros Cristos, já tinha começado. Velho, da entrada do bagulho dava pra distinguir o som, e o reverb da voz comprovou que, se não fossem eles, era o Sonne Adam; Mas a segunda opção infelizmente nem tava no cast, logo…

Quando entramos na tenda e o Mors Dalo Ra tava com aquele visú clássico com a blusa roubada de algum papa bizantino e a massa de som com um peso inacreditávelmente lento, eu fiquei feliz, meus pés ficaram felizes, o mano com a peita do Blasphemy do meu lado também tava muito feliz, mas eu lembro da tia da barraquinha de churrasco não estar muito feliz. Parecia meio cansada e tal… Mas no geral estavam todos felizes!

Essa era uma banda que eu queria pra caralho ver desde que peguei o split com Teitanblood há alguns anos e obviamente não é o tipo da banda que viria pra cá, então eu morreria sem ver os caras. Cara, pra você ter noção do reverb na voz, uma hora eles começaram um som e erram, pararam e o Mors veio no mic e disse: “Sorry guys”. Parecia uma coisa banal, até que a frase retornou umas 3 vezes só no reverb e ficou:  ”Sorry guys………………………. Orry Guys………………………. guys………………………. ys!” Lindo demais!

E bicho, “Descending Into The Kingly Tomba” e “Curse of the Necromantical Sabbath” ao vivo são dos bagulhos mais orangotangos EVA! E definitivamente foi um dos shows mais poderosos que já na vida. TOP!

Depois daquele enxame de riff que tinha acabado de ver com o Necro Christos, meu dia já tava mais que ganho e eu tava pensando já na próxima empreitada que seria o show do Ufomammut, mas isso seria umas três horas depois e eu precisava me entreter já que não tava afim de Avulsed. O Death Angel parecia uma boa escolha, mas eu troquei pra pegar breja e coçar o saco descansando.

Só que nesse meio tempo, o Barão me lembrou que teria show do Ascension, uma banda que eu nem sabia o que era. Na verdade sabia, só tinha esquecido, hahahaha! Eu fui lembrar deles NA HORA que o show começou. O vocal aloprou com um pedestal de microfone que tinha mais osso que a vértebra defeituosa do seu avô. Eu só queria entender qual é do pijama que ele usa.

Que clima do caralho! O bagulho foi muito intenso, uns riffs ultra tortos, rápidos e a banda é fodidamente precisa e com um visú pra fazer a embalagem perfecta pro presente de natal dos rock-bangers. Claro que o show foi baseado no Consolamentum, primeiro full dos caras que tem a “Grey Light Sibling”, meu som preferido do play e que os manos executaram genialmente.

Véi, não é todo dia que alguém tem a chance de ver uma banda com uma geladeira GREEN, quem dirá com DUAS! Eu vou fazer 30 anos em outubro, e essa foi a primeira vez, tens noção? QUE CRUNCH CROCANTE! =~~~~

Acho que se viajar pro espaço naqueles filmes sci-fi 1940/50/60 tivessem uma trilha atual, certamente seria com o Ufomammut. Fodaço demais, o tecladinho da “Empireum”, primeiro som do disco novo, já dava a letra da trilha e ficou linda ao vivo. Aliás, o set todo dos caras foi tesón. Isso era tudo, não sei comentar mais porque eu fiquei estático olhando praquelas merdas de amplificadores =(

MALUCO, QUE TRATOR! Vomitory rebentou o fubão! Eu tava numa puta expectativa por esse show porque, sabe como é, Death Metal + Suécia + eu tinha visto o DVD deles pouco antes de viajar + eu queria ver as músicas do espetacular “Blood Rapture”, meu preferido dos caras.

Cara, death metal com cara de death metal. Garoto aplicado na escola, passa em tudo com 9,5 / 10, orgulho da família. Os caras tem uma vibe espetacular ao vivo e agitam pra caralho. E sim, finalmente deu uma hora que mandaram ”Hollow Retribution”. =~~~~

Se liga pelo vídeo a quantidade de gente no bang. Foda ver tanta gente num show de death metal =~~~ Ainda tenho esperanças!

 

Terminou o Vomitory, virei pro lado e tava a trupe do Zézinho Suicidio no palco. Eu não posso me dizer um fão da banda, como muitos de meus colegas(os), mas eu curto pra caralho o III, IV e o V, e como o Kvarforth é um presepeiro de primeira, tava curioso pra ver como era o show.

Valeu cada segundo, confesso. O mano sabe como fazer o trampo dele, polêmico como ele é e tudo mais. A voz do bicho tava um colosso! Ele tava variando de um gutural ultra estranho (que você ve no video abaixo) às vozes de criancinha e o jeito normal que ele canta.

Uma parte engraçada sobre ver um show do Shining é que uns 5 negos me perguntaram “Ele beijou alguém?” e sim, ele beijou, hahaha! A vítima foi o baixista. Toda hora ele pegava o Whisky, puxava o cabelo do cara pra trás até o mano abrir a boca e cuspia o bagulho na boca do cara. Troféu sickfuck pro cabôqui.

Mas eu tava esperando mesmo pra ver dois bagulhos: 1.  A “Ytterligare…” do V e 2. O YOB em seguida.

Esse é o som!!! O mano do video debaixo devia estar do meu lado! hahah

Caras, eu juro que eu gostaria de, em um dado momento aqui, dizer que o melhor show do rolê inteiro foi esse ou aquele. Ainda mais num festival que tem Entombed, St. Vitus e Pentagram, pra citar alguns. Mas esse lance de vir aqui e falar no dente a dente com vocês sobre o bagulho que eu vi/vivi no fest transcende barreiras entre os ditos clássicos, os intocáveis e o Ozzy & Friends.

O YOB certamente foi outro dos motivos que me fizeram decidir em ir pro Hellfest, e não só não decepcionaram, tanto que aqui está o maior show do rolê todo na minha opinião! Eu sou doente compulsivo pela banda desde que o Junera (truta, parceiro de banda e odiador sênior da huminadade) me mostrou, acho que entre 2003/2004. A minha perspectiva de ver um show deles era nula até eu comprar a passagem e quando chegou esse dia, aproveitei cada segundo.

Eu já me posicionei bem pra quando começasse. Eu queria mais ver na frente do Aaron, porque um camarada disse que o som que mano mandava no baixo era um soco direto no esôfago de tão alto que ficava. Aliás, ver o show perto dele era animal porque ele faz passinhos tocando. Procedeu como deveria, irmões.

Os caras entraram com a “Prepare to the Ground” e o vocal de bruxa velha do Mike tava afiado feito lâmina. Que som poderoso do caralho!!! Ao vivo aquilo soava sólido demais! Depois os caras mandaram “Burning the Altar” que é uma das minhas músicas preferidas, com uma linha de baixo animal que fiquei cantarolando o resto do fim de semana inteiro.

Leve em conta ainda que o Mike é um puta cara massa, simpático pra caralho e fez aquela pose de rezinha que ele faz. Um show inacreditável e inesquecível. Tenho certeza que se eu tivesse colado nesse rolê e visto só o YOB, eu já me sentiria realizado.

Caralho, toda vez que eu alopro o Ozzy, nego vem descendo a tijolada e tudo mais. Mas num festival como esse, ver uma porra de um “Ozzy & Friends” é tiração demais! Eu ia me sentir o maior roqueiro doidão curtido de Café Piu-Piu da paróquia, só esperando ele tocar “Iron Man”. Mas eu não sou dessa tchurma, desculpa aí Pai, Mãe, Vó. Não queria ser a aberração da famiglia.

Vortando, mais uma vez o palco The Valley cabulosamente só tem filé, e depois do espetáculo que me deixou em estágio de semi-mumificação com o show do YOB, eu ainda tinha duas missões na noite: O St. Vitus e o Entombed, em seguida.

Quando o Dave plugou a guita e aquela porra começou a fritar, os caras abriram com a “Vertigo” do Lilith, que por sinal é espetacular. O pico bombando, e era um show pra quem curte à vera, já que ao mesmo tempo tava rolando o lixo do Machine Head no palco principal e no palco Altar a lenda Napalm Death, ou seja, era concorrência pra caralho.

Ah, óbvio que quando o Wino anunciou a “Born Too Late”, o pico foi abaixo e tudo era um curtição absoluta. E ainda rolou “Clear Windowpane”, “I bleed Black”, “Let them FalL”, “Dying Inside”… Tenso pra caralho, puta climão também e puta presença de palco do caralho os caras tem! E caras, acreditem, o Dave é mais frontman que o Wino, considerando que o Wino mal se comunica, enquanto ele é quem mais fala com a galera.

Engraçado era o visu do Wino, que tocou o tempo todo com uma carteira marrom gigante no bolso, daquelas que seu pai ostenta com orgulho embaixo do sovaco e apoia em cima do carro pra dar tchau pras suas tias em churrasco de família.

NOTA > Eu e o barão combinamos que sempre que ele saísse do fosso das fotos, a gente se trombaria no meio da galera onde ele tinha me visto e tal. Beleza, uma hora eu fui olhar pra ver se ele tava e fiz o sinal do chifre com a mão pra dizer um: “CARALHO, QUE FODA”. Aí um mano que tava entre eu e ele deu um sorrisão quando viu eu olhando pra trás com cara de curtição e botou na minha mão um toco de maconha que ele tava fumando, UAHUAHUAHAUHAHAAUHAUHA! Acho que ele pensou que eu tava pedindo o fumo dele. Passei o resto do rolet rindo dessa merda. Eu queria ter tirado foto da cara que ele fez, foi tipo Cheech and Chong o bagulho, tá louco. 

PS – Eu tinha trombado o mestre Dave Chandler no primeiro dia do fest e foi exatamente assim que eu o chamei quando trombei e rolei uma idéia com ele, “master”.

Depois dessa avalanche doom no The Valley, ainda ia rolar o The Devil´s Blood depois, mas uma das maiores lições que tive na minha vida foi dada também pelo Junêra que um dia disse quando eu considerei ver metade do Entombed e metade do Devil´s Blood: “Quando o Entombed toca, não existe outra banda no planeta.”

Pois que argumento você tem depois de uma dessas? Foda-se, colei pro Entombed logo cedo, debrucei na grade e vi o Alex (pra vc que curte um Machine Head e não faz idéia de quem seja Alex Hellid, feche a janela do blog, você não deveria estar aqui) montar todo o set delee testar ampli. Aliás, era uma parede de cabeçote animal que ele tinha.

Eu não tinha visto quando eles tocaram aqui, então descabacei-me com Entombed, que classe! O Petrov entrou com uma garrafa de Jack Daniels que tinha roubado do Exodus! Fora que ele o maluco mais nojento do mundo. Logo no começo o bicho foi apertar uma narina pra catarrar pro outro lado, mas o plano falhou e quando ele tirou o dedo da narina, veio um esporro de catarro pelo buço. O bicho esfregou com a camisa e passou na cabeça! ISSO É SER DEATH METAL!!!! =~~~

Bicho, o setlist foi maravilhindo com “Strange Aeons”, “Left Hand Path” (que me fez escorrer lágrimas psicológicas na partezinha funeral), “Wolverine Blues”, “Supposed to Rot”, “Chief Rebel Angel”,  os caras não páram um segundo

Quando o rolet terminou, ainda fomos esperar o povo se juntar e tava rolando Guns n´Roses no palco principal, a merda do Behemoth no Temple e o Refused no Warzone. Fui pegar um lanche e ficar vendo o fim do show do Axl e sua trupe de amendobobos pra ver se rolava “Nightrain” e eu realmente não lembro se rolou, hahahaha.

Segundo:  VAKKA

  1. YOB
  2. Necros Christos
  3. St. Vitus
Segundo: BARÃO
  1. Entombed
  2. Saint Vitus
  3. Necros Christos



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