Em homenagem ao Vakka que perdeu o show deles no Hellfest, acabou de cair na net o novo disco da melhor banda deathpunk de todo universo! Sexual Harassment é o nome do dito cujo que estará disponível só daqui há um mês, mas já pode ser comprado no site dos caras ou baixado ilegalmente por aí. Esse é também o primeiro LP do Turbonegro em cinco anos, cinco anos esses em que uma pá de coisa aconteceu com os mano. Chris Summers e Tomas Dahl deram linha da bateria, o Runen Rebellion saiu e voltou pra banda (mas provavelmente nego nem se tocou que ele tinha ido embora), Pal Pot, que havida retornado ao posto de guitarrista pra cobrir a saída do Runen, passou a ser um “membro não ativo” do Turbonegro e, o que mais causou impacto, Hank Von Helvete, vocal, frontman e um dos símbolos do grupo, pediu as contas e foi, mais uma vez, viver a vida em alguma ilhota gelada da Noruega.
Quem teve a árdua tarefa de tentar substituir a figura larger than life do Hank foi o antigo vocal do Dukes of Nothing e ex-porta-voz do Turbojugend britânico, Tony Sylvester. Claro que de cara toda a atenção relacionada ao disco ficará sobre ele, se ele conseguiu se igualar ao seu predecessor ou imprimir um estilo pessoal. E ó, já posso adiantar… O cara manda mal nas duas tentativas =/. É uma pena, porque sou fã pra caralho dessa porra dessa banda e queria que esse disco calasse minha boca e fosse aquela agressividade sexual explosiva de deathpunk/hard rock/sleaze glam como no seu último grande disco, Party Animals (convenhamos, o Retox foi bom só por uns cinco minutos, né?).
O Tony falha miseravelmente porque o cara é muito fã, então nos melhores momentos ele parece um cover do Hank sem aquele carisma sexual ambíguo e, nas piores, soa respeitoso demais. Mas claro, a banda não é só ele, ainda temos ali os chefinhos Happy Tom e Runen Rebellion, além do Euroboy, que desde que entrou trouxe uma nova faceta ao Turbonegro com riffs e levadas meio rock de arena. E são justamente esses riffs no pique hard rock/glam que fazem as melhores músicas de um disco que, por vezes, soa pouco inspirado – e justo nos sons mais punk!
Mas não me entendam mal, mesmo o pior dos discos do Turbonegro ainda é muito melhor que tudo o que qualquer banda de hard rock ou punk rock tá fazendo hoje em dia e é perfeitamente capaz de garantir muitas horas seguidas de diversão. “Shake Your Shit Machine”, “Mister Sister”, “Tight Jeans, Loose Leach”, além de genialmente batizadas, têm aquele clima poser-gay-sleaze característico e, não por acaso, são as melhores do álbum. “You Give Me Worms”, o primeiro ~single~ a ser divulgado, também é bem boa, com fortes e bem vindas influências de Dictators. No fim fica a impressão que, se o Hank tivesse continuado, esse disco seria umas 10 vezes melhor.










