Entrevista: Tompa (At the Gates, Grotesque, Disfear…)

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Yeah, we did it!

Depois da maior maratona épica do death metal dominical, ainda teríamos outra missão. Nós sabíamos que talvez rolasse uma entrevista com o At the Gates, mas esse talvez era assim “Cara, depende da banda… Sabe como é, último show da tour”. E nós aguardamos após o show na esperança/frio na barriga do caralho, hehehe!

Era a primeira entrevista em video que o blog faria com uma banda gringa, só que na real não era só uma banda gringa, era Deus encarnado em SWEDeath! Nós vimos pizza chegando pros caras, nego pra lá e pra cá ciscando e tudo mais, até que de repente, coisa de uma hora depois do show, veio o chamado: “Quem é o Intervalo Banger? – Alô! é nois aqui Dotô!

“Mano, tem que ser voado, ligeiríssimo” – disse o mano enquanto eu tirava o tripé da câmera pra sustentar o armamento. “Man, nem tira isso que não dá tempo. Vai lá, faz poucas perguntas e já era. Rapidão mesmo!”. Imagina a pressão do caralho daquela situação e só o Junera (o freela em SweDeath, inglês e sueco que foi escalado para essa dificílima tarefa) ali comigo no bang.

Quando começaríamos o bate-papo UOl, minha câmera deu pau e o Aílton (Travolta) nos salvou do maior fiasco do mundo que era ter descolado essa entrevista e simplesmente não ter equipo pra fazer. Hail, Travolta!

Subimos e meio segundo depois, sai o Tompa com a peita do Kylesa, numa puta calma. Parecia um pouco tímido, mas simpático pra caralho. Foi atencioso demais e respondeu tudo com a maior calma do mundo.

Lê aí na vuância e FOKKEN YEAH! – mas antes disso, um esclarecimento, e mais alguns agradecimentos:

  • Não rolou de upar o video porque tinha uma galera falando alto pra caralho atrás, e às vezes é impossível entender o que ele fala, motivo pelo qual demorou tanto transcrever isso aqui. 
  • Queria agradecer imensamente ao Thiago Där (D.E.R.), pelo corre espetacular que fez pra conseguir isso pra gente, à Sob Controle que com mó profissionalismo conseguiu fazer a entrevista rolar, ao Aílton (novamente) pela parceria, paciência e câmera e ao Prime Dog, por nos receber de braços abertos na escuridão da madrugada paulistana.

Agora sim!

 1 – Olá, Tompa, como tá? Hoje é o último dia da tour sulamericana. Como tem sido rolê?

Temos feito shows incríveis, o público é incrível. Nós temos viajado muito e passado por muitos lugares, mas meu ponto de vista é que essa foi muito melhor. Então, tem sido realmente incrível!

2 – Vocês sentiram alguma diferença entre a reunião de 2008 e essa, quatro anos depois?

Não muito… na verdade sim, um pouco, hehehe! Bom, naquela não tivemos essa chance de viajar tanto, seria impossível planejar algo como uma tour Sulamericana. Eu tinha acabado de lançar um album com o Disfear na época, assim como o The Haunted. E nós estávamos tocando muito também, então não teríamos tempo pra tanto. Daí sentamos, conversamos e pensamos: “yeah, bombou… Vamo que vamo!”. Agora nós faremos alguns shows na europa, logo em seguida tem Portugal e depois Espanha. Cada vez é uma experiência diferente e definitivamente essa vez é única.

3 – Ainda sobre a tour de reunião, como vocês se sentem com a cobrança do público em relação à banda? Claro que há muita expectativa quanto a um disco novo. Essa cobrança é algo que te incomoda? Como vocês lidam com isso?

Não, quer dizer… Eu entendo o que você quer dizer, mas aprendi nesse meio tempo a não prometer nada. Na verdade, não posso prometer que vai rolar, tampouco que isso vá acontecer um dia. Eu tinha dito na Grécia, ainda na época, que aquele teria sido nosso último show, e eis que estamos aqui, hehehe! Nós fazemos sempre excelentes shows e isso tem contado muito pra nós, então…
4 – Mas rola de ser algum tipo de cobrança que te deixa meio irritado do tipo “pô, de novo isso”?

Pelas pessoas perguntarem? Não, não, de forma alguma. Acho totalmente compreensível.

5 – Um pergunta sobre o Red in the Sky… Você chegou a dizer que não gosta do disco, principalmente que não gostou do processo de gravação. Isso mudou com os anos? Você acha que o sentimento hoje é diferente de anos atrás?

Bom, a forma como tocamos as músicas hoje é muito melhor que na época. Eu não diria que fizmos versões delas, nós só soamos melhores. Acho que finalmente fizemos justiça às músicas daquele disco. Mas você sabe, algumas coisas nós não tínhamos ideias do que estávamos fazendo lá (no estúdio), hehehe!

6 – Sobre o livro Swedish Death Metal. Você gostou do resultado dele? Como foi a experiência experiência de tocar com o Grotesque novamente no lançamento do livro?

Bom, aquilo foi por amor ao Daniel (autor do livro), hehehe! Quer dizer, aquilo foi só por curtição, sabe? O Kafe 44 é uma casa de show muito pequena, acho que a menor em Estocolmo. Brincamos que era limitado à idade, você tem ser maior de 40 anos pra entrar, hehehe! Quer dizer, era mesmo pra galera das antigas, só os amigos da época, e estávamos todos lá. O show propriamente dito foi uma brincadeira, saca?

7 – Como você se sente tendo gravado com o At the Gates, do qual todos os álbuns são considerados clássicos de uma cena que você ajudou a construir?

Acho muito importante quando você olha pra si, e para o que você fez no passado, e tem orgulho disso. Acho que todos nós somos felizardos por isso. Bom, as pessoas tem relações diferentes com cada álbum, nós tentamos não pensar muito sobre isso porque é justamente uma relação muito pessoal com o público e a música.

8 – A última pergunta. Desde o começo da cena sueca, você sempre foi considerado um dos mentores da parada toda. Digo, você chegou a editar um zine, organizava gigs e fazia um puta corre pro lance todo acontecer. Como é sua relação com esse tipo de mídia hoje? Você tem vontade de produzir e lançar um zine novamente algum dia? E como é sua relação com novas bandas?

Eu procuro por novas bandas o tempo todo e isso chega a mim por amigos ou por recomendações de outras bandas e isso realmente me inspira muito no meu trabalho. É muito importante não esquecer que você faz parte disso, mas não teria condições de fazer um fanzine novamente, estou velho e isso dá muito trabalho, hahaha! Eu não uso internet, não me é familiar, toma muito tempo, então ainda conheço bandas do jeito oldschool.

9 – Muito obrigado pelo seu tempo e por ter nos recebido.

Sem problemas, valeu.

 



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Por: Vakka Veja todos os posts do
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  • Mateus

    Man, upa o vídeo sim, foda-se se não der pra entender, HSAUSHAUSHAUSHAUS, valeu.

    • Intervalo Banger

      Tentarei bravamente essa semana

  • Vaginalover

    Sim cara, upa o video, =D

    • Intervalo Banger

      Vou tentar, cara hahah prometo!

  • Jansen Baracho

    Parabéns, bicho… o Tompa é lenda pra mais de metro!!

    • Intervalo Banger

      Total… o bicho é foda!

  • Rafael

    porra vakka, que orgulho, sucesso mesmo!! Parabéns pelo rolê todo e pela entrevista, animal ver isso documentado aqui do jeito que tem que ser. ALL HAIL.

    PS: “Eu não uso internet, não me é familiar, toma muito tempo, então ainda conheço bandas do jeito oldschool.” <3

    • Intervalo Banger

      Valeu man!!! Foi foda… esse ano tive a chance de trombar mó galera massa, tipo ele, o Stephen O’Malley que logo menos publicarei aqui

  • james

    O sorrisinho no final foi o mais massa! ahueuhaue

  • http://twitter.com/themetalnerd XMenezesX


    Eu procuro por novas bandas o tempo todo e isso chega a mim por amigos ou por recomendações de outras bandas e isso realmente me inspira muito no meu trabalho. É muito importante não esquecer que você faz parte disso” – Falou o Tompa, praticamente 30 anos de rolê. Aí você vê uma molecada com 5 anos na parada pagando de adultinho, dizendo que tudo que é novo é merda e que ele não quer mais saber de nada.

    • http://www.one-sound.tumblr.com Mario Rabelo

      É bem isso mesmo!

  • http://www.facebook.com/walterfernandes Walter Fernandes de Carvalho

    Como vcs mesmo dizem: Lengislaram!!!!

  • http://www.facebook.com/miasma666 Rafael Tavares

    Ótima entrevista, curta e objetiva =]

    • Vakka

      Valeu man!!

  • Pingback: At the Gates: O ódio pelo The Red in Sky is Ours | Intervalo Banger

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