Arruinando sua sexta: The Angelic Process

TAP

O Angelic Process está longe de ser uma banda nova (o primeiro disco é de 1999), mas certamente merece um destaque aqui no Intervalo. O som é um híbrido de metal e shoegaze, mas não é nada parecido com aquilo que o Alcest se tornou. No caso do TAP, o buraco é mais embaixo.

Esqueci de mencionar mas: eles aparentavam ser meio metaleirões pé-de-barro, o que só confere mais charme quando tu escutas um disco.

Ao invés de investir apenas em melodias de guitarra, K. Angylus (RIP), responsável pelas guitarras, vocais, percussão/efeitos e M. Dragynfly, que cuidava do baixo, vocais e efeitos também, adicionavam TONELADAS de peso à sonoridade. Tem quem classifique como drone puro e simples, mas não é bem por aí.  Há melodia demais nos sons, e é aí que entra o elemento shoegaze da coisa. Shoegaze mesmo, pegada My Bloody Valentine.

Some um clima opressor + vocais enterrados sob toneladas de efeito e distorção e você tem uma tremenda receita pra bad vibe.  Tamanha má-vontade foi igualmente distribuída em três discos lançados entre 1999 e 2007: …And Your Blood is Full of Honey, Coma Waering (relançado em 2006) e Weighing Souls With Sand. Nesse meio tempo também foram lançados três EPs: Theangelicprocessep, Sigh e o genialmente intitulado We All Die Laughing.

Infelizmente K. Angylus, após ter sofrido um acidente que lhe impedia de tocar guitarra por tempo indeterminado, cometeu suicídio, tendo sua morte declarada em 26 de abril de 2008, encerrando prematuramente as atividades da banda.

Deixo aqui, de presente pra vocês, meu disco favorito deles:

Myspace da banda (vez ou outra rola alguma atualização)



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Por: O Índio Veja todos os posts do
Mora longe, mas é gente boa.
  • http://www.facebook.com/people/Raquel-Setz/100002233888095 Raquel Setz

    Vi a referência a MBV, fui ouvir e agora estou assim perdidamente apaixonada por essa banda. Mil obrigadas pela descoberta. <3

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